Educação Especial
Registros para a Interdisciplina Educação de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais

Unidade 1
Minhas Vivências Inclusivas
Eu ainda não tive oportunidade de trabalhar com nenhum aluno deficiente em minhas turmas. Sou nomeada desde 1988 no município de Gravataí, embora faça cinco anos que há em minha escola um aluno cadeirante, este não possui deficiência mental, segundo o médico ainda não há um diagnóstico definido a respeito da deficiência dele. O que podemos perceber é que ele não tem nenhum movimento das pernas. As professora que iniciou o trabalho de alfabetização com ele observa que este está com menor movimento das mãos, acreditamos que está decaindo em coordenação. Este aluno sempre avançou cognitivamente hoje está freqüentando a 6ª série do ensino fundamental. A escola, ou melhor, a administração escolar e os professores sempre estiveram mobilizados para conseguir os recursos necessários para a inclusão, mas não conseguimos nada durante os três primeiros anos deste aluno na escola. Somente no ano das eleições e que foi implantado o CEREJA, um projeto de educação de jovens e adultos e que possuía uma cadeirante é que foi adaptado um banheiro e foi feita uma rampa para locomoção adequada.
Neste ano temos um cadeirante matriculado em uma turma de 1º ano e que não está freqüentando por não ter monitora e nem a mãe pode fazer o acompanhamento por ter um bebê com um mês. A escola orientou a mãe para que esta fique esperando a chegada da monitora.
Como podemos concluir a inclusão de alunos com deficiência não está acontecendo na prática como prevê a lei. Também penso que a escola como uma instituição que trabalha com os saberes sociais precisa se mobilizar junto da comunidade onde está inserida e cobrar dos administradores públicos políticas que contemplem as necessidades destes educandos e da comunidade como um todo.
Com esta interdisciplina eu pretendo ter maior clareza do que eu, como profissional da educação, posso fazer para que a inclusão seja uma realidade. Sei que não terei respostas prontas, mas espero que os estudos sirvam par melhor lidar com os problemas da inclusão e fazer com que esta não seja apenas utopia.
O projeto CEREJA é um projeto de educação de jovens e adultos, implementado no turno da noite, de 1ª a 8ª série.
Unidade 2
Os dados aqui registrados são da E.M.E.F. Osório Ramos Correia, na qual trabalho. Tive o auxílio da Secretária da Escola Marivete Hamm.
Nesta escola prestam serviço: 40professores(as), 1 orientadora, 3 vice- diretoras, 2 supervisoras, 1diretora e 8 funcionárias.
Hoje a escola conta com um número discente de 604 alunos diurnos e 157 no noturno, em etapas de escolarização da pré-escola (cinco anos) até a 8ª série.O diurno está distribuído em 26 turmas e o noturno em 6 turmas.
Estudam nesta escola um total de 22 alunos com necessidades educacionais especiais, 8 alunos no noturno e 14 alunos no diurno.
Destes alunos deficientes do diurno temos:
a) 2 cadeirantes, 6ª e 5ª série, este da 5ª série está conosco desde a 1ª série, sempre avançou nos estudos;
b) 1 cadeirante, sendo também deficiente mental, no 2º ano;
c) 2 cadeirantes, no 1º ano;
d) 1 deficiente mental, no 3° ano;
e) 6 deficientes mentais, no 2º ano, dois em cada turma, em uma turma tem três que é do cadeirante citado no item b;
f) 2 com deficiência auditiva, no pré;
No noturno temos:
a) 2 cadeirantes, 8ª série;
b) 1 deficiente física (usa muletas), 7ª série;
c) 2 com deficiência auditiva moderada, 4ª série;
d) 3 deficientes mentais leve; 3ª série.
Nenhum aluno recebe atendimento especializado, exceto o aluno cadeirante de 2º ano do diurno que faz fisioterapia em Porto Alegre, bem como o da 5ª série.
Trabalhamos durante três anos com um aluno cadeirante sem rampa, nem banheiro adequado, nem tão pouco monitora para auxiliar a professora. Somente após a criação do projeto CEREJA, Educação de Jovens e Adultos que foi feita a rampa e a adaptação do banheiro.
Costumamos dizer, eu e minhas colegas, que para alunos que votam há diferença no tratamento.
Não temos formação continuada para trabalharmos com educação especial.
Na LDB-1996, E SEU ARTIGO 59-
II - terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências; e aceleração para concluir em menor tempo o programa escolar para os super dotados. A minha escola não se preparou para essa exigência atender alunos especiais, pensamos somente em aceleração e reclassificação para alunos "ditos normais", mas quando pensamos em educação especial, ainda não estamos esclarecidos a como proceder.
As Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, Resolução CNE/CEB nº 2/2001, no artigo 2º, determinam que: os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos, cabendo às escolas organizar-se para o atendimento aos educandos com necessidades educacionais especiais, assegurando as condições necessárias para uma educação de qualidade para todos. (mec/seesp, 2001).
A escola sozinha não conseguirá fazer isso por mais que a equipe diretiva e corpo docente estejam interessados e bem intencionados. Precisa-se de recursos materiais e humanos, formação continuada, pois assim ficamos no faz de conta.
Nossa escola está trabalhando o tema: “Escola Osório: Espaço Social Para Todos”, estamos buscando fundamentação teórica, estamos buscando junto a mantenedora os recursos necessários (material, salas de recursos, espaço físico adequado,etc). Eu tenho levado para a escola o material desta Interdisciplina para reuniões de estudo.
Em que medida o debate sobre a inclusão tem contribuído para que a educação dos sujeitos considerados "diferentes" possa ser pensada como parte da educação . Temos procurado incluir o assunto em nossas reuniões de formação (na escola), refletindo e sensibilizando o grupo de docentes para o atendimento destes alunos. Também colocamos na pauta das reuniões de pais, pois ainda há por parte de alguns, resistência em seus filhos estudarem em uma turma de inclusão, já que os seus filhos não são deficientes.
Em minha escola Osório Ramos Corrêa estamos trabalhando com o projeto: Osório Espaço Social Para Todos.
Meus alunos são de 3ºanos, conversei com eles sobre os alunos que temos na escola, o que nos parecem ser sem problemas, os ditos normais, os que são especiais. Eles disseram que há cadeirantes, uma menininha que só bate nos outros e que ela não é normal, pois notam que esta tem a cabeça muito pequena para o tamanho do corpo. Questionei eles sobre o que pensavam sobre estas pessoas freqüentarem a escola. Uma menina disse que era uma lei que obrigava todas as crianças irem para a escola, pois do contrário o Conselho Tutelar poderia prender os pais. Outra disse que é preciso todos ajudar, pois ela conhece um aluno da 5ª que apenas não caminha, mas ele sabe escrever até melhor que outros da mesma série dele.
Então perguntei se alguém já havia ouvido falar nos Pintores com a Boca e com os Pés. Eles disseram que não.
Iniciei o trabalho apresentando as imagens de obras do Pintores de Boca. Acesse e veja na íntegra o trabalho.
Unidade 3
Educação Especial – Serviços de Atendimento Educacional Especializado.
Estou anexando a Planilha dos atendimentos Especializados que o Município oferece.
Material fornecido pela de SMED Gravataí.
Atendimento especializado que a rede Municipal dispõe para as crianças e seus familiares.
Os serviços especializados são:
1) Material da SMED Gravataí – Atendimento a rede municipal
Público Alvo: Crianças e adolescentes
Especialidades atendidas: Neurologia, fonoaudióloga e oftalmologia.
a) Neurologia - A escola deve entrar em contato com o serviço social e agendar atendimento informando dados sobre o educando e informar motivo do encaminhamento.
b) Fonoaudióloga: A escola deve encaminhar o aluno para a triagem para o mesmo realizar uma avaliação.
c) Oftalmologia: A escola deverá fazer um teste de acuidade visual e encaminhar a ficha de encaminhamento para o serviço social.
2) CEACAF - Centro de Atenção a Criança, Adolescente e Família.
População Alvo: Crianças, adolescentes e família.
Especialidades atendidas: Psicologia, psiquiatria, psicopedagogia, serviço social, neurologia, hebiatra e terapia de família.
3) CAIS MENTAL
Público Alvo: Adulto
Especialidades atendidas: Psiquiatria, psicologia e assistente social.
4) CEAC – Centro de Ações Coletivas
Tipos de projetos e programas oferecidos:
* Programa DST – AIDS
* Atendimento Infectológico
* Consultas, coletas de exames.
* Atendimento psicológico
* Atendimento social
5) CAPS – A/D – Centro de Atendimento Psicossocial em álcool e drogas.
Público Alvo – Adulto
Especialidades atendidas: Psiquiatria, psicologia e assistente social.
6) Central de Especialidades
Público Alvo - Crianças, adolescentes e família.
Especialidades: Cardiologista, Neurologista, Ortopedista, Dermatologista, urologista, pneumologista infantil e eletro cardiograma.
7) Centro de Saúde dos Trabalhadores
Grupo Operacional – Atendimento dentro da área operacional e auxílio às unidades básicas das especialidades de traumatologia, otorrinolaringologia e fonoaudiólogo.
8) Conselho Tutelar de Gravataí
Público Alvo: Criança e adolescente em situação de risco vítima de violência, maus tratos e negligência.
9) CEDUGRA – Centro de Educação de Gravataí
Público Alvo: Criança e adolescente
Especialidades: Psicologia e Psicopedagogia
10) CAEPSY – Centro de Atendimento e Estudos em Psicologia
Trabalha com atendimento psicológico de compreensão psicanalítica, oferecendo serviços de psicoterapia individual, grupal, para casal e família.
Psiquiatria – Trabalha com a prevenção, atendimento, diagnóstico, tratamento e reabilitação das doenças mentais, sejam elas de cunho orgânico e funcional.
Psicopedagogia – Tem como foco o trabalho com as dificuldades de aprendizagem, atendimento a crianças e adolescentes.
Fonoaudiólogo – A terapia fonoaudiólogica trabalha as dificuldades no desenvolvimento da linguagem, de fala e da voz. Inclusão de Pessoas com deficiência – O CAEPSY participa de todo o processo de inclusão, desenvolvendo um programa específico de preparação da equipe para receber e conviver com os novos colegas.
Estudo de Caso
O presente estudo de caso é referente ao aluno “João”, da Escola Municipal Osório Ramos Correia. Este aluno não foi meu aluno.
Nome: João (nome fictício).
Data de nascimento: 20/02/ 97 (11 anos).
Sexo: Masculino
O João não tem diagnóstico, com comprometimento nas pernas e pouca coordenação nas mãos.
Filiação: Pedro, com 54 anos e Maria com 51 anos (nomes fictícios dos pais, ambos em seu segundo casamento).
Número de pessoas na família: 6 pessoas. O João é o mais novo dos seis filhos.
O menino João era uma criança normal. Após os sete meses por ter uma infecção respiratória foi medicado com antibiótico Amoxicilina no Hospital Dom João Beker. Segundo a mãe, até então, o menino sentava, ficava firme como uma criança de sete meses e já engatinhava. Após o uso da medicação Amoxicilina o menino não conseguiu mais engatinhar e nem ficar sentado como antes.
A família inconformada começou a investigar. Resolveram levar o menino para o Hospital Conceição, onde um médico teria orientado estimulação precoce em APAE, a mãe deu início ao tratamento. Os médicos deram início a investigação, algo que continua até hoje.
O menino chegou na escola em março de 2005, onde deu início os estudo na 1ª série do ensino fundamental de 8 anos. Ele não tinha força na mão para segurar o lápis, a professora então cortava o lápis para que este se tornasse mais leve. A mãe sempre acompanhava o menino, durante as aulas. Ele passou a fazer fisioterapia na Água Viva, hoje esta não é mais conveniada pela prefeitura. Ao final do ano letivo este lia fluentemente. Para escrever demorava um pouco mais que a maioria dos colegas. Ele sempre avançou para a série seguinte. Hoje ele ainda faz fisioterapia na Água Viva com recursos da família.
Os médicos do Hospital Conceição, onde ele faz o acompanhamento ainda não têm o diagnóstico do que o menino tem. A mãe sempre acompanhou o João até a 4ª série, ela conseguia ajudá-lo, no entanto hoje ele na 5ª série ele não quer mais que ela o ajude, pois ela não sabe tanto quanto ele.
Eu conversei com a mãe e ela me disse que nem fica na sala, pois ela não consegue mais ajudar o menino nas atividades de sala de aula. Ela o coloca na sala e na hora do recreio vai para levá-lo ao banheiro ou manda o irmão de 14 anos em seu lugar. O João se relaciona bem com os colegas e com os professores, é um pouco tímido, não fala muito. A mãe disse que assim como se comporta na escola ele é em casa, calmo e tranqüilo.
Aprendendo Mais
As leituras que a Interdisciplina Educação de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais ofereceu, muito estão contribuindo para meu conhecimento a respeito da inclusão escolar. Vejo que não poderemos retroceder e para que isto aconteça é necessária mobilização constante por parte das escolas, fazendo com que estes alunos recebam por parte de todos da escola ou não a oportunidade de crescimento. A inclusão deve ir além da entrada deste na escola, mas deve ser constante a busca pelo crescimento destes como pessoas, seres humanos e que merecem ter assistência para sua evolução e permaneçam na escola.
A lei, os pareceres garantem por sua força que o aluno deficiente freqüente a escola comum, cabe a todos fazermos destas leis um meio para que o professor trabalhe com condições de desenvolver um trabalho adequado com este aluno. O aluno especial tem por sua natureza limitações, portanto é necessário maior investimento por parte das políticas públicas para a educação. Somente assim poderemos ter seres verdadeiramente incluídos no processo educativo e poderá se dar em plenitude a inclusão de pessoas com necessidades educacionais especiais.
O Professor Cláudio Baptista em seu vídeo, “quando diz a Inclusão é importante, mas obviamente que não é para todos”. Acredito que nesta colocação o Professor esteja se referindo aos casos extremos da deficiência. Penso que é pertinente sua colocação e serve para refletirmos sobre os casos que surgem em nosso cotidiano.
Referências Bibliográficas:
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/ensaiospedagogicos2006.pdf Acesso em 14/05/09
http://www.educacaoonline.pro.br/ Acesso em 15/05/09
Unidade 4
O pai do João,o Sr. Pedro trabalha de pedreiro juntamente com mais dois irmão e dois cunhados. Eles em conjunto empreitam obras e muitas vezes também colocam outros trabalhadores diarista.
A mãe do João, a Sra. Maria nunca trabalhou formalmente, é do lar.
O irmão mais velho de João,o Paulo tem 26 anos e trabalha na GM, é auxiliar de produção, completou o ensino médio o ano passado.
O segundo irmão mais velho de João, o Marcelo tem 24 anos,completou o ensino médio este ano, trabalha de estoquista em uma logística.
A terceira irmã de João, a Márcia tem 22 anos é casada, não trabalha e faz o curso de Magistério na Escola Estadual Princesa Isabel.
O quarto irmão de João, o Marcelo tem 18 anos, está no último ano do ensino médio e auxilia o pai nas obras empreitadas da construção civil.
O quinto irmão de João, o Carlos tem 14 anos e está cursando a 8ª série.
A família mora em casa própria, têm uma camionete de trabalho na qual levam os materiais para as obras empreitadas. A renda do pai fica em torno de R$ 3.000,00 por mês na alta temporada. A Sra. Maria disse que muitas vezes passam um mês sem receber nada.
Unidade 5
Escolhi este aluno devido ser ele o primeiro caso de deficiente físico em minha escola. Também por ser ele um aluno que causa bastante curiosidade em qualquer profissional, pois devido aparentar uma grande dificuldade em sua coordenação motora consegue crescer cognitivamente e demonstrar o quanto é capaz intelectualmente apesar das limitações físicas.
Unidade 6
A mãe do João está sempre acompanhando os o João na escola. Freqüenta reuniões, sábado passado, dia 20/06/09 nos reunimos para discutirmos sobre o Conselho Municipal de Educação, suas atribuições legais, etc, e entre outros pais estavam os pais do João e o próprio João participando da reunião.
No momento estamos pleiteando junto a vereadores eleitos pela comunidade uma cadeira que possibilite ao João ficar também em pé. Esta solicitação de recursos foi do médico que faz o acompanhamento e que acredita que será um estímulo aos músculos do João.
Quanto ao relacionamento com os colegas e com os professores o João tem excelente comunicação e se relaciona muito afavelmente. Os colegas de sala o levam para o pátio em atividades recreativas, os professores têm paciência em atender as necessidades especiais do João. Os professores fornecem cópias quando este não consegue copiar em tempo hábil, os colegas e os professores alcançam o lápis ou a caneta para ele quando este o derruba involuntariamente.
A escola Osório ainda não possui uma forma diferenciada de avaliação, o professor possui autonomia para fazer a avaliação que achar mais conveniente para seu aluno com necessidades educacionais especiais.
Unidade 7 Conclusão
Considerando as diversas leituras, reflexões, trocas de experiências que tivemos na Interdisciplina de Educação de Pessoas com Necessidades Especiais, é possível ter uma visão mais ampla e sobre a questão da inclusão nas escolas de ensino regular. No caso do João, especificamente, a escola tem um papel fundamental em sua vida. Desde sua primeira experiência escolar, podemos ver o interesse de todos em ajudá-lo a crescer.
De acordo com os estudos temos consciência que o desenvolvimento do ser humano está diretamente relacionado com a forma com que lidamos com o mundo e com os outros. Nossas vidas, as nossas construções afetivas e cognitivas estão diretamente ligadas às interações, às descobertas feitas junto com os outros. Portanto é de fundamental importância o convívio social na escola e para isto a escola Osório está tendo grande importância na vida do João. Os colegas e os professores estão sendo muito importantes na vida dele. Assim como a família, em especial sua mãe, Dona Maria.
As escolas, de modo geral, precisam estar preparadas para receber os alunos com necessidades educacionais especiais. Para que isto aconteça é fundamental que a Escola tenha em seu Projeto Político Pedagógico a forma com que irá trabalhar com a inclusão, pois é preciso que toda a comunidade escolar esteja engajada e ser conhecedora das diretrizes básicas da inclusão no espaço escolar. Todos os segmentos da comunidade escolar, professores, pais e alunos precisam estar em parceria para que se desenvolva com sucesso a ação inclusiva. Acredito que é de fundamental importância que a escola repense seu modelo de currículo e avaliação, para que este esteja a serviço da construção de conhecimentos a partir de aprendizagens significativas e que estejam ao alcance dos alunos e em especial dos deficientes. As diferenças precisam ser tratadas com o respeito que elas merecem. O professor precisa repensar sua prática pedagógica, para que a de sala de aula seja um lugar onde esteja presente valores básicos e imprescindíveis para que se dê a inclusão. A cooperação, a solidariedade e o respeito às diferenças são as molas mestras para a inclusão.
É fundamental se diga que o professor sozinho não conseguirá efetivar a tão desejada inclusão, pois para esta se dar de fato, é necessário que toda a escola esteja envolvida no processo. A comunidade escolar é também responsável pelas estratégias para que de fato aconteça a inclusão do aluno especial e este tenha garantido a igualdade de condições em todos os aspectos.
Cabe a todos nós cobrarmos dos governos quanto ao investimento de políticas públicas na educação. Estas precisam atender as necessidades de atendimentos dos alunos com necessidades educacionais especiais. O poder público precisa investir na formação continuada dos docentes, para que estes possam cada vez mais se qualificar e com isto oferecer um trabalho de qualidade.
A inclusão deve ir além da entrada dos alunos deficientes na escola regular. A diversidade na escola deve favorecer a construção de sujeitos capazes de flexibilizarem a suas ações, fazendo com que o meio escolar seja mais justo e humano. A comunidade escolar deve estar em constante busca pelo crescimento destes como pessoas, pois são seres humanos e merecem ter assistência para sua evolução juntamente com os demais na construção da cidadania.
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Comments (14)
Professora Mara Tavares said
at 8:50 pm on Apr 21, 2009
Oi Cris, estou aqui prestigiando teus escritos!
Muito legal ficou o teu wiki!
bjs no coração, Mara.
Janaína Siviero Ribeiro said
at 11:20 pm on Apr 23, 2009
Cristina,
Conseguiste relatar os casos de inclusão na tua escola, poderias complementar escrevendo como foi e é a reação dos alunos (colegas) dessas crianças. Como a turma lida com esse aluno?
Podes complementar, não deves apagar o que escreveste.
Um abraço,
Janaína
Cristina de Siqueira da Silva said
at 10:15 pm on May 1, 2009
Estimada Tuora Janaína, eu fiz um trabalho com meus alunos dentro do Projeto Escola Osório, Espaço Social Para Todos. Coloquei um linki, acredito que contempla este seus questionamentos.
Obrigada.
Um grande Abraço.
Cristina de Siqueira da Silva.
Janaína Siviero Ribeiro said
at 6:18 pm on May 3, 2009
Oi, Cristina!
É muito bom ler eus trabalhos e perceber a vontade que tens de estar sempre avançando e ampliando teus conhecimentos!
Teu dossiê está bem articulado e já tens bastante material elaborado. Teu estudo de caso está bem encaminhado! PARABÉNS!
Um abraço,
Janaína
Janaína Siviero Ribeiro said
at 11:20 pm on Jun 4, 2009
Olá, Cris!
Pelo jeito as leituras e os vídeos estão te auxiliando, pelo que percebi em teu relato tu tens apreciado os meteriais disponibilizados. É muito bom pereceber que a intedisciplina está contribuindo de fato na tua formação.
Como disse no outro comentário teu estudo de caso está bem articulado e estrturado. Sugiro apenas que tu explique porque escolheste este caso para observar.
Um abraço,
Janaína
Janaína Siviero Ribeiro said
at 9:37 pm on Jun 10, 2009
Oi, Cris!
Pela leitura que fiz percebi que inseriste a justificativa.
Um beijo,
Janaína
Daniela said
at 10:28 am on Jun 14, 2009
Bom dia Cristina,
Estou fazendo a leitura de seu dossiê e complementando as postagens da tutora Janaína que tem acompanhado com bastante freqüência seu dossiê. Em relação a unidade 1: você fez uma boa introdução sobre a sua experiência com alunos com necessidades educacionais especiais que, embora aind não tenham sido alunos de suas turmas, são alunos da escola. O aluno com deficiência física a quem você refere no início de seu relato parece ter uma doença degenerativa associada a deficiência o que é bem comum. Acho que você podia explicar o que é o CEREJA um pouco melhor uma vez que nem todos sabemos o que significa. Continue com o bom trabalho.
Abçs,
Daniela
* Observe algumas questões lingüísticas e deconcordância.
Daniela said
at 10:39 am on Jun 14, 2009
Bom dia Patricia,
Em relação as unidades 2 e 3: a unidade 2 está completa e você faz uma boa reflexão a partir das leituras da interdisciplina, da existências de leis e da realidade da escola em que atuas. Para a unidade 3 sugiro apenas a informação completa das referências da fonte de informação, se for um site não esqueça de informar a data do acesso. Penso que talvez você possa fazer um parágrafo introdutório a referência a Releitura de pintores de Boca, para conduzir seu leitor um pouco mais. Parabéns pelo trabalho com os alunos!
Abçs,
Daniela
Daniela said
at 10:41 am on Jun 14, 2009
Cara Cristina,
Peço que me desculpe a postagem anterior com o nome trocado.
Abçs,
Daniela
Daniela said
at 10:33 am on Jun 15, 2009
Bom dia Cristina,
Finalizando os comentários sobre seu dossiê. Sugiro uniformização das letras de todo o dossiê (tamanho da fonte) para dar mais coerência visual ao texto. Você pode utilizar recursos como Caixa-alta, sublinhado ou negrito para realizar destaques. isso não significa uma nova escrita, apenas uma alteração na fonte, as tutoras podem ajudá-la nisso. Em relação a cor da fonte da Releitura dos pintores de Boca penso que seria melhor modficiá-la também porque ficou difícil de ler. Você apresenta seu estudo de caso: João, que tem 11 anos e não tem diagnóstico embora apresente muitos sintomas além da deficiência física que o impede de caminhar. Casos de problemas decorrentes de uso de medicamentos são comuns, embora ainda pouco divulgados. É fato que em qualquer exame os médicos perguntam, antes de receitar um medicamento se temos alguma alergia. No caso de João é provável que o menino tivesse alergia a penicilina, embora ninguém soubesse ainda, mas não podemos afirmar que os problemas enfrentados pelo menino sejam causados por uma potencial alergia ou associados a uma outra causa orgânica. Sugiro que você reveja o parágrafo de: "O que nos deixa intrigados... até... sabe tanto quanto ele". Há uma informação sobre João repetida. Você esreve que "O aluno especial tem por sua natureza limitações..." fico sempre incomodada com esta questão e penso que é necessário uma inversão de foco que priorize as possibilidades e não o déficit do aluno com necessidades educacionais espececiais. Talvez você possa escrever um pouco sobre esta questão a partir de suas leituras. Continue com o bom trabalho.
Abçs,
Daniela
Daniela said
at 10:41 am on Jun 15, 2009
Cara Cristina,
Embora você já tenha avançado significativamente em seu Estudo de Caso acho que você possa aprofundar um pouco mais as informações sobre o João e o processo educacional, com o objetivo de qualificar ainda mais seu trabalho.
Abçs,
Daniela
Janaína Siviero Ribeiro said
at 1:22 pm on Jun 21, 2009
Olá, Cris!
Assim que fizres a postgem da unidade 6 manda e-mail para mim, assim farei comentário.
Um abraço,
Janaína
Cristina de Siqueira da Silva said
at 7:14 pm on Jun 21, 2009
Estimada Professora Daniela e Tutora Janaína, arrumei o que foi solicitado. No entanto, a fonte eu não consegui arrumar, tentei mas a página se desconfigura, não consegui acertar.
Obrigada pela comprensão.
Um abraço.
Cristina.
Janaína Siviero Ribeiro said
at 11:07 pm on Jul 8, 2009
Olá, Cristina!
Desde o início teu estudo de caso esteve bem elaborado. Ficou evidente teu envolvimento com o que escreveste, também foi perceptível a tua vontade de sempre realizar as alerações sugeridas.
Tua conclusão enfocou mais a interdisciplina, deixando um pouco de lado o estudo de caso especificamente. Mesmo assim, pode-se entender o que tu aprendeste durante o semestre, essa era a intenção da nossa equipe.
PARABÉNS pelo trabalho! Foi um prazer te acompanhar nesse semestre. Um abraço forte!
Janaína
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